Qual a situação atual da infraestrutura logística do país no quesito
transportes, principais gargalos existentes nos diversos modais de transporte.
Com o crescimento continuo da economia temos consequentemente à pressão
Com o crescimento continuo da economia temos consequentemente à pressão
na infraestrutura de transportes deixando a mostra as fragilidades e o
gargalo de cada um dos modais de transporte, fruto do insuficiente investimento
realizado nos últimos 20 anos.
Gargalos
Rodoviário: O primeiro gargalo são as rodovias, viajar no Brasil ainda significa estar sujeito a um nível de risco intolerável. Obviamente existem rodovias no Brasil em ótimo ou bom estado de conservação, no entanto a grande maioria delas são concessões, ou seja, privadas e cobram pedágio, acarretando em mais um custo para o transporte.
O problema se agrava além de erros de projeto, qualidade da pavimentação e falta crônica de um programa mínimo de conservação, inclusive da sinalização horizontal e vertical. Grande parte das rodovias é de pistas simples, o que agrava a insegurança do tráfego.
Dados levantados recentemente, os acidentes envolvendo veículos pesados, principalmente caminhões e carretas, vem aumentando nos últimos anos. A depreciação da malha rodoviária, ocorrida pela ação do tempo e o excesso de carga transportada por estes veículos tem contribuído pela elevada quantidade de acidentes. Ao remetermos em tempos passados, principalmente na década de 50, quando foram executadas várias rodovias federais, os veículos transportavam 20 toneladas, hoje transportam até 100 toneladas nas mesmas rodovias, que não acompanharam o desenvolvimento tecnológico dos veículos automotores.
Outro fator, o maior deles, está atrás do volante. Motoristas são submetidos ao excesso de horas, dirigindo muitas vezes de 60 a 80 horas sem dormir, se alimentando de maneira inadequada, fato possível somente com o uso de rebites (medicamento a base de anfetamina) que “tira“ o sono, a fome, a saúde, a vida...,
Rodoviário: O primeiro gargalo são as rodovias, viajar no Brasil ainda significa estar sujeito a um nível de risco intolerável. Obviamente existem rodovias no Brasil em ótimo ou bom estado de conservação, no entanto a grande maioria delas são concessões, ou seja, privadas e cobram pedágio, acarretando em mais um custo para o transporte.
O problema se agrava além de erros de projeto, qualidade da pavimentação e falta crônica de um programa mínimo de conservação, inclusive da sinalização horizontal e vertical. Grande parte das rodovias é de pistas simples, o que agrava a insegurança do tráfego.
Dados levantados recentemente, os acidentes envolvendo veículos pesados, principalmente caminhões e carretas, vem aumentando nos últimos anos. A depreciação da malha rodoviária, ocorrida pela ação do tempo e o excesso de carga transportada por estes veículos tem contribuído pela elevada quantidade de acidentes. Ao remetermos em tempos passados, principalmente na década de 50, quando foram executadas várias rodovias federais, os veículos transportavam 20 toneladas, hoje transportam até 100 toneladas nas mesmas rodovias, que não acompanharam o desenvolvimento tecnológico dos veículos automotores.
Outro fator, o maior deles, está atrás do volante. Motoristas são submetidos ao excesso de horas, dirigindo muitas vezes de 60 a 80 horas sem dormir, se alimentando de maneira inadequada, fato possível somente com o uso de rebites (medicamento a base de anfetamina) que “tira“ o sono, a fome, a saúde, a vida...,
por parte de motoristas, outros utilizam a cocaína, que produz um efeito
devastador no cérebro.
Alguns empresários e donos dos veículos contratam estes motoristas e os submetem a esta vida desumana em troca de lucros e muito dinheiro, Seguros são realizados cobrindo cargas e veículos. E a vida? Se bater, o seguro cobre! Se morrer? Contrata-se outro motorista. A vida humana mais uma vez desvalorizada. Até quando vamos continuar a conviver com esta realidade?
Ferroviário: Esse modal foi entregue totalmente à iniciativa privada, sendo duas ou três empresas privadas, as quais herdaram nossas ferrovias e cuidaram somente da parte lhes interessavam, ou seja, somente da parte que é lucrativa a elas, somos hoje reféns desse monopólio.
Com isso não acompanhando o crescimento da produção do País, e é, hoje, um grande gargalo logístico para o escoamento dos produtos nacionais, principalmente os comodities.
Temos hoje uma nova oportunidade de investimento nas ferrovias, com o crescimento continuo das rodovias, e a saturação imediata com o crescimento continuo da frota automobilística, a questão ambiental traz a tona a oportunidade investirmos em um transporte mais limpo.
Hidroviário: Quanto às hidrovias, são apontadas como alternativas de menor custo e impacto ambiental do que rodovias e ferrovias. As vantagens do transporte hidroviário são muitas. As hidrovias possibilitam a diminuição do consumo de óleo diesel para o transporte, promovendo economia e redução da emissão de poluentes. Levando em consideração estas vantagens, o governo brasileiro tem apostado na construção de hidrovias como parte fundamental da estratégia de desenvolvimento nacional e da América do Sul.
A malha hidroviária brasileira
Alguns empresários e donos dos veículos contratam estes motoristas e os submetem a esta vida desumana em troca de lucros e muito dinheiro, Seguros são realizados cobrindo cargas e veículos. E a vida? Se bater, o seguro cobre! Se morrer? Contrata-se outro motorista. A vida humana mais uma vez desvalorizada. Até quando vamos continuar a conviver com esta realidade?
Ferroviário: Esse modal foi entregue totalmente à iniciativa privada, sendo duas ou três empresas privadas, as quais herdaram nossas ferrovias e cuidaram somente da parte lhes interessavam, ou seja, somente da parte que é lucrativa a elas, somos hoje reféns desse monopólio.
Com isso não acompanhando o crescimento da produção do País, e é, hoje, um grande gargalo logístico para o escoamento dos produtos nacionais, principalmente os comodities.
Temos hoje uma nova oportunidade de investimento nas ferrovias, com o crescimento continuo das rodovias, e a saturação imediata com o crescimento continuo da frota automobilística, a questão ambiental traz a tona a oportunidade investirmos em um transporte mais limpo.
Hidroviário: Quanto às hidrovias, são apontadas como alternativas de menor custo e impacto ambiental do que rodovias e ferrovias. As vantagens do transporte hidroviário são muitas. As hidrovias possibilitam a diminuição do consumo de óleo diesel para o transporte, promovendo economia e redução da emissão de poluentes. Levando em consideração estas vantagens, o governo brasileiro tem apostado na construção de hidrovias como parte fundamental da estratégia de desenvolvimento nacional e da América do Sul.
A malha hidroviária brasileira
tem uma série de gargalos a enfrentar para tornar-se mais eficiente e
saltar dos atuais 12 mil km de vias navegáveis para 43 mil, mas ainda assim é o
modal de transporte mais barato e menos agressivo ao meio ambiente.
Não há muito investimentos nos portos marítimos do país, de modo que estes não têm acompanhado o ritmo acelerado desse desenvolvimento.
Além do pouco investimento, entre os principais problemas enfrentados pelo setor portuário brasileiro, tem-se ainda o volume de cargas, a burocracia, as greves, a competitividade, o preço elevado dos combustíveis, problemas de infra-estrutura e altos custos dos terminais nos principais portos do país.
Esses são alguns fatores que afetam diretamente o nosso desenvolvimento portuário, resultando num quadro que mostra um Brasil que produz, vende, mas não consegue embarcar de forma eficaz seus produtos para o mercado externo.
CONCLUSÃO
A integração entre os modais agrega vantagens a cada modal, caracterizados pelo nível de serviço e custo. Combinados, permitem uma entrega porta a porta a um menor custo e um tempo relativamente menor, buscando o equilíbrio entre preço e serviço.
Torna-se importante destacar que quanto menor o valor agregado do produto, maior é a participação das despesas de transporte no faturamento da empresa.
As exportações são importantes no intuito de promover o crescimento e o desenvolvimento econômico do país. Consequentemente uma boa infraestrutura no sistema de transporte de cargas confere ao país vantagens competitivas frente aos negócios internacionais, seja no escoamento da produção ou mesmo na importação de determinado produto. Torna-se necessário destacar que o modal rodoviário é utilizado tanto na multimodalidade
Não há muito investimentos nos portos marítimos do país, de modo que estes não têm acompanhado o ritmo acelerado desse desenvolvimento.
Além do pouco investimento, entre os principais problemas enfrentados pelo setor portuário brasileiro, tem-se ainda o volume de cargas, a burocracia, as greves, a competitividade, o preço elevado dos combustíveis, problemas de infra-estrutura e altos custos dos terminais nos principais portos do país.
Esses são alguns fatores que afetam diretamente o nosso desenvolvimento portuário, resultando num quadro que mostra um Brasil que produz, vende, mas não consegue embarcar de forma eficaz seus produtos para o mercado externo.
CONCLUSÃO
A integração entre os modais agrega vantagens a cada modal, caracterizados pelo nível de serviço e custo. Combinados, permitem uma entrega porta a porta a um menor custo e um tempo relativamente menor, buscando o equilíbrio entre preço e serviço.
Torna-se importante destacar que quanto menor o valor agregado do produto, maior é a participação das despesas de transporte no faturamento da empresa.
As exportações são importantes no intuito de promover o crescimento e o desenvolvimento econômico do país. Consequentemente uma boa infraestrutura no sistema de transporte de cargas confere ao país vantagens competitivas frente aos negócios internacionais, seja no escoamento da produção ou mesmo na importação de determinado produto. Torna-se necessário destacar que o modal rodoviário é utilizado tanto na multimodalidade
quanto na intermodalidade no transporte de cargas, sendo que a
eficiência do mesmo é importante para o bom funcionamento do sistema de
transporte no âmbito geral, pois o transporte rodoviário como já mencionado,
realiza o escoamento da produção, principalmente na área agrícola, para um
momento posterior ser exportador pelos determinados modais, dependendo do seu
destino. Embora o modal rodoviário domine o transporte de cargas, este não
possui todas as eficiências exigidas para um bom funcionamento, como já visto,
muito devido às condições das rodovias. Entre tudo que se foi abordado, torna
se imprescindível lembrar que o sistema rodoviário que abrange o território
brasileiro se apresenta defasado e não corresponde com os ensejos do país. Um
exemplo que pode ser plausível a essa situação pode ser constatada na região
litoral sul, onde a infraestrutura de transporte rodoviário na transferência de
produtos para exportação passa a prejudicar o crescimento econômico da região,
ao afetar diretamente produtores e dificultar a viabilidade da exportação de
produtos regionais com maior valor agregado. Uma rede de transporte adequado
fomenta principalmente no setor agrícola, rapidez e segurança suficiente para
que a produção seja transportada, através do modal mais adequado ao caráter
perecível da carga, além de representar a conexão entre os pontos de escoamento
para o mercado nacional e internacional com competitividade. Portanto, o modal
rodoviário está inteiramente interligado com os demais modais de transporte,
com o escoamento da produção, consequentemente se relacionando no processo de
exportação, tal como se torna melhor elucidado no fragmento:
A infraestrutura rodoviária se apresenta intimamente
A infraestrutura rodoviária se apresenta intimamente
relacionada com o processo de exportação. Esta infraestrutura representa
o elo entre as áreas de produção e de escoamento, além de se constituir no
ponto fundamental para o tráfego dos bens de produção, envolvidos no processo
de fabricação de produtos.
Tomando como premissa a possível eficiência do modal rodoviário, os setores comerciais e industriais, poderiam usufruir com maior freqüência das vantagens trazidas pelo transporte e reduzir as disparidades dos níveis de produtividade, tornando mais eficiente à distribuição do produto para o mercado nacional e principalmente para mercado internacional. A partir do que foi explanado, torna-se importante ressaltar que investimentos em infraestrutura são importantes para alavancar os sistemas modais de transporte e principalmente o uso adequado dos mesmos para o transporte de determinados produtos tendo por objetivo o mercado nacional ou a exportação. Com o intuito de validar o conteúdo abordado, torna-se pertinente a utilização do excerto abaixo:
As ampliações da extensão e da velocidade na matriz de transporte promove a mobilidade de recursos humanos e bens, de modo que possam ser empregados de forma mais produtiva. Produções aparentemente inviáveis podem se tornar viáveis com um sistema de transporte adequado, o que resulta em ganhos para a economia interna de um setor produtivo e obviamente na economia externa de todos os setores e fortalece o país no cenário internacional
É fácil perceber que o uso inadequado ou a baixa infra-estrutura dos modais de transporte, pode influenciar negativamente nas exportações, principalmente em termos de custo e de tempo, que são mais elevados e acabam por acarretar em perca de competitividade frente a outros países.
Tendo analisado o caso brasileiro esta premissa ficou evidente quando se avaliou a situação das rodovias, pois mesmo que o produto seja exportado via hidrovias, sua locomoção desde o local de produção ate o porto se dá predominante por via rodoviária (intermodalidade). Logo é evidente a importância do modal rodoviário, e como foi explanada a situação no Brasil é precária e influencia diretamente as exportações, principalmente em setores onde o modal rodoviário não é o mais adequado, como na agricultura.
Mesmo com o PAC, os investimentos nos modais de transporte não visam uma mudança geral, no entanto pode-se perceber uma conscientização, mas a maior parte da verba continua indo para as rodovias. Conforme relatório do DNIT, os gastos com o modal rodoviário são de 8 bilhões, já os em ferrovias giram em torno de 1,6 bilhão, e no modal hidroviário o valor é de apenas 964 milhões.
Entretanto a única alternativa para melhorar o sistema de transporte não é a melhoria das rodovias, uma mudança na mentalidade dos produtores aliado a uma conscientização dos mesmos pode melhorar de maneira significativa a eficácia do sistema. Por exemplo, nos Estados Unidos a porcentagem de caminhões que rodam vazios é mínima, enquanto que no Brasil este índice alcança 1/3, um programa de frete retorno, no qual o caminhão ao entregar no destino já volta carregado com o insumo necessário para o produtor pode melhorar a eficiência deste modal de transporte, tanto nacionalmente como internacionalmente, como no caso de exportações para a Argentina ou países do MERCOSUL.
Referências
http://www.cnt.org.br
http://app.sistemacnt.org.br/museudotransporte/default.aspx
http://www.ilos.com.br/web/index.php
http://www.dnit.gov.br/
Tomando como premissa a possível eficiência do modal rodoviário, os setores comerciais e industriais, poderiam usufruir com maior freqüência das vantagens trazidas pelo transporte e reduzir as disparidades dos níveis de produtividade, tornando mais eficiente à distribuição do produto para o mercado nacional e principalmente para mercado internacional. A partir do que foi explanado, torna-se importante ressaltar que investimentos em infraestrutura são importantes para alavancar os sistemas modais de transporte e principalmente o uso adequado dos mesmos para o transporte de determinados produtos tendo por objetivo o mercado nacional ou a exportação. Com o intuito de validar o conteúdo abordado, torna-se pertinente a utilização do excerto abaixo:
As ampliações da extensão e da velocidade na matriz de transporte promove a mobilidade de recursos humanos e bens, de modo que possam ser empregados de forma mais produtiva. Produções aparentemente inviáveis podem se tornar viáveis com um sistema de transporte adequado, o que resulta em ganhos para a economia interna de um setor produtivo e obviamente na economia externa de todos os setores e fortalece o país no cenário internacional
É fácil perceber que o uso inadequado ou a baixa infra-estrutura dos modais de transporte, pode influenciar negativamente nas exportações, principalmente em termos de custo e de tempo, que são mais elevados e acabam por acarretar em perca de competitividade frente a outros países.
Tendo analisado o caso brasileiro esta premissa ficou evidente quando se avaliou a situação das rodovias, pois mesmo que o produto seja exportado via hidrovias, sua locomoção desde o local de produção ate o porto se dá predominante por via rodoviária (intermodalidade). Logo é evidente a importância do modal rodoviário, e como foi explanada a situação no Brasil é precária e influencia diretamente as exportações, principalmente em setores onde o modal rodoviário não é o mais adequado, como na agricultura.
Mesmo com o PAC, os investimentos nos modais de transporte não visam uma mudança geral, no entanto pode-se perceber uma conscientização, mas a maior parte da verba continua indo para as rodovias. Conforme relatório do DNIT, os gastos com o modal rodoviário são de 8 bilhões, já os em ferrovias giram em torno de 1,6 bilhão, e no modal hidroviário o valor é de apenas 964 milhões.
Entretanto a única alternativa para melhorar o sistema de transporte não é a melhoria das rodovias, uma mudança na mentalidade dos produtores aliado a uma conscientização dos mesmos pode melhorar de maneira significativa a eficácia do sistema. Por exemplo, nos Estados Unidos a porcentagem de caminhões que rodam vazios é mínima, enquanto que no Brasil este índice alcança 1/3, um programa de frete retorno, no qual o caminhão ao entregar no destino já volta carregado com o insumo necessário para o produtor pode melhorar a eficiência deste modal de transporte, tanto nacionalmente como internacionalmente, como no caso de exportações para a Argentina ou países do MERCOSUL.
Referências
http://www.cnt.org.br
http://app.sistemacnt.org.br/museudotransporte/default.aspx
http://www.ilos.com.br/web/index.php
http://www.dnit.gov.br/
